Vingadores: Ultimato (Spoilers) – MFC Resenha 11

 

Vingadores: Ultimato (Spoilers)

 

MFC Resenha

 


 

A primeira saga do Marvel Studios chega ao fim com Vingadores: Ultimato (2019), o filme que está dominando as salas de cinema pelo mundo, e que conclui perfeitamente 11 anos de história sobre os clássicos heróis da Marvel Comics.

 

No último lançamento da Saga do Infinito, diversos personagens que foram desenvolvidos através dos 22 filmes finalizam seus arcos narrativos, deixando o UCM (Universo Cinematográfico da Marvel) aberto para novas e empolgantes possibilidades.

 

Como a narrativa de Vingadores: Ultimato traz detalhes que pode causar confusão entre os fãs, no MFC Resenhas tiramos todas as dúvidas sobre o final do filme.

 

Se você ainda não viu Vingadores: Ultimato, pode conferir nossa resenha SEM SPOILERS clicando aqui.

 

 

 

Estrutura do Filme

 

Vingadores: Ultimato é dividido em 3 atos claramente definidos pelas metas a serem alcançadas.

 

O primeiro ato mostra os cinco anos após o estralar de dedos do Thanos (Josh Brolin) em Vingadores: Guerra Infinita (2018), com o desenvolvimento do plano para reverter os efeitos e o recrutamento dos heróis para reagrupar os Vingadores, onde cada um deles lida com a situação de maneiras diferentes. Ainda que o início seja lento, cumpre perfeitamente a missão de dar o ritmo do filme, possibilitando o processo que os personagens necessitam para se curarem e estabelecendo as regras sob as quais o resto de história acontecerá.

 

O segundo ato introduz a maior novidade que Vingadores: Ultimato traz ao Universo Marvel: as viagens no tempo. É aqui que a Marvel Studios nos dá a última visita ao passado do UCM, nos levando através de filmes como Os Vingadores (2012) e Thor: O Mundo das Trevas (2013) para a última despedida da Marvel que conhecemos.

 

O terceiro ato se dedica a luta final contra o exército de Thanos e a conclusão geral da história. A Marvel Studios traz uma batalha épica, reunindo todos os heróis que já apareceram nos últimos 21 filmes e os colocando em memoráveis sequências de ação. Para finalizar o filme, as histórias do Capitão América (Chris Evans) e do Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), personagens chaves para a saga, conseguem finais emocionantes e satisfatórios.

 

Mesmo que cada ato tenha sido devidamente desenvolvido, a divisão pode dar a impressão que o filme estava fragmentado quando comparamos com o anterior, Vingadores: Guerra Infinita. Ainda assim, Vingadores: Ultimato é um filme completo e tem uma conclusão insuperável para um projeto tão ambicioso.

 

 

Tirando dúvidas

 

Ainda que até o momento, o sistema narrativo da Marvel Studios tenha sido bastante linear (com exceção de filmes que servem de prequela, como Capitã Marvel), a introdução das viagens no tempo no UCM fez surgir diversas dúvidas e confusão entre os fãs.

 

 

Leia nossa resenha sobre Capitã Marvel aqui

 

 

Se seguirmos as leis estabelecidas no filme, onde mudar um fato do passado não altera o futuro, mas sim, cria um novo, as viagens no tempo nos filmes da Marvel são mais como saltos entre os universos.

 

Devido a essas regras, muitos fãs não entenderam como o Capitão América pode aparecer como um idoso no mesmo universo do qual ele saiu, depois ter ido ao passado devolver o martelo de Thor e as Joias do Infinito ao momento exato que foram levadas, e finalmente ficando para viver uma nova vida com Peggy Carter.

 

Essa dúvida foi sanada pelos Irmãos Russo, diretores do filme, que confirmaram que o Capitão América realmente tinha uma nova vida em um universo diferente, retornando à linha temporal canônica através de meios que ainda não conhecemos.

 

Essa informação amarra todas as pontas soltas do filme em relação às viagens no tempo, ao mesmo tempo que abre novas possibilidades de narrativa para a Marvel Studios.

 

Da mesma forma que uma nova realidade foi criada para o Capitão América, após devolver as joias e optar por uma vida mais caseira, também foi criado um universo onde Loki (Tom Hiddleston) escapou com Tesseract.

 

Dessa forma, o UCM abre diferentes linhas do tempo que podem ser exploradas em projetos distintos da franquia, como por exemplo, as séries e filmes planejados para a plataforma Disney+, onde uma série do Loki já foi confirmada, abrindo assim o  multiverso que existe na Marvel Comics e expandindo os horizontes das histórias que a Marvel Studios ainda irá nos contar.

 

 

Saiba mais sobre a Fase 4 da Marvel Studios aqui.

 

 

No cinema, o uso das viagens no tempo é visto como um recurso complicado para resolver problemas, porque uma vez utilizado é difícil encontrar desculpas para não o ter como uma solução para todos os entraves que irão surgir de agora em diante. Esperamos que a Marvel Studios saiba como lidar com essa nova ferramenta e que possamos continuar aproveitando deste grande universo por mais muitos anos.